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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A FÉ DA JUVENTUDE

Esta pesquisa fala um pouco sobre a realidade da fé dos nossos jovens. Se possível, após ler, dedique um tempo e poste um comentário. Quem sabe poderíamos inicar um diálogo sobre o assunto.
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Artigo retirado do blog: Protestantismo (visite este blog).
Publicado originalmente na Revista ISTO É Edição 2016, 25/06/2008
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A FÉ DA JUVENTUDE
Estudos inéditos revelam como os jovens se relacionam com Deus e apontam um descrédito das religiões

Rodrigo Cardoso

CONEXÃO Evangélicos, Thiago de Lima e Fernanda Freire seguem os preceitos de sua igreja com alegria e convicção

O jovem brasileiro dá mais valor à fé do que às igrejas. Ele escolhe professar uma determinada religião por iniciativa própria, não por orientação familiar ou costume. E tem uma relação de intimidade com Deus, sem o temor e a distância tão presentes nas gerações anteriores. Essas são as principais tendências observadas por respeitados especialistas do País, comprovadas por estudos recentes - ainda inéditos e aos quais ISTOÉ teve acesso. Esses estudos revelam que o perfil religioso da população está sofrendo alterações significativas e definitivas. Mais: isso ocorre acima de tudo por conta da atitude religiosa manifestada pela juventude do que pela filiação dela a qualquer religião.

Um dos dados mais reveladores é o da pesquisa do teólogo Jorge Claudio Ribeiro, da Pontifícia Universidade Católica (PUC)), de São Paulo. Ele ouviu 520 universitários de 17 a 25 anos e, com os resultados, acaba de concluir o livro "Religiosidade jovem", ainda na esteira do lançamento. No estudo, a categoria "jovens sem religião" soma 32% dos entrevistados - um percentual infinitamente superior aos números do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicam 7,3% da população. Desse total, 12,2% se dizem agnósticos ou ateus e 19,8%, crentes sem religião.


















É esta última categoria, dos crentes sem religião, que está revolucionando a maneira como o brasileiro se relaciona com suas crenças. "O espírito buscador do jovem não procura uma instituição religiosa que o enquadre, mas uma doutrina onde ele se encontre", diz a antropóloga Regina Novaes, pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para a juventude, explica, a fé está em alta; a religião, não.

Uma das maiores autoridades no assunto, Regina assina - junto com o sociólogo Alexandre Brasil, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - um dos artigos no estudo Juventudes: outros olhares sobre a diversidade , uma extensa e criteriosa publicação elaborada em parceria com a Unesco e o Ministério da Educação (MEC). Confeccionado a partir de uma pesquisa da Unesco que ouviu dez mil pessoas de 15 a 29 anos em 26 Estados brasileiros, ele coloca uma luz sobre o comportamento de católicos, evangélicos, espíritas, adeptos da umbanda e do candomblé e dos não religiosos.

Sem dogmas e com camisinha
Umbandista atuante há quatro anos, o paulista André Aguirre Rocha, 23 anos, carrega preservativo na carteira desde os 13 anos e afirma que nunca transou sem camisinha. Segundo a pesquisa Perfil da Juventude Brasileira, de 2004, os adeptos das religiões afro (candomblé e umbanda) são os que mais afirmam ter usado camisinha na última relação sexual (71%). Estudante do curso de teologia umbandista, ele conta que sua religião prega o uso do preservativo como forma de prevenção. "Não existe dogmatismo. A umbanda não nega nada a ninguém", diz.

Crente e sem religião, a paulista Andrea Bahni, 22 anos, diz acreditar na existência de um Deus, mas critica a orientação do catolicismo contra o aborto e o uso de preservativos e abomina a prática evangélica de arrecadação de dinheiro por meio de cartão de crédito e débito. Por tudo isso, mantém-se distante de qualquer filiação religiosa, mesmo tendo experimentado várias doutrinas nesse universo de pluralidade que se apresenta nos dias de hoje.

ENTREGA Coral do Santuário de São Judas Tadeu, em São Paulo: relação pessoal com Deus

Dos 13 aos 17 anos, Andrea foi adepta da religião wicca (também chamada de bruxaria). Considerava a existência do Deus Sol e do Deus Lua, até que, ao assistir a um culto evangélico, passou a acreditar em Jesus Cristo. A nova crença, no entanto, não a impede de aceitar o fato de haver vida após a morte e reencarnação, preceitos difundidos pelo espiritismo. Universitária do curso de moda, Andrea já tomou passe em centro espírita, mas, hoje, manifesta sua religiosidade em uma igreja católica perto de sua casa, que freqüenta vez ou outra, ou em conversas diárias com o "Papai do Céu" dentro de casa.

A existência de bricolagens religiosas como a de Andrea e a ausência de vínculos religiosos só são possíveis porque a convicção de que a fé só poderia ser vivida dentro de uma religião, como ocorria em gerações anteriores, não existe mais. Por meio de um questionário, o teólogo Ribeiro verificou a adesão e a rejeição do jovem a algumas crenças. Ele rejeita, por exemplo, o fato de que as pessoas devam ter só uma religião e seguir as orientações dela e está de acordo com a idéia de que ter fé é mais importante do que seguir doutrinas rígidas. "A juventude tem fé não porque é bonito, mas porque precisa, ajuda a propor projetos e avançar na vida", diz o professor da PUC.

20 minutos diários com Deus
Andrea Bahni não acredita na história de Adão e Eva, mas lê a Bíblia e conversa com Deus por cerca de 20 minutos todos os dias. Estudante de moda de 22 anos, ela já foi da religião wicca (bruxaria), freqüentou o espiritismo e a igreja evangélica e, hoje, se diz uma crente sem religião. "Evangélicos já quiseram me converter. Diziam que eu não podia fumar, que balada é lugar do demônio", conta. "As igrejas induzem os fiéis a pensar como eles querem." Para o teólogo Ribeiro, os jovens têm um certo respeito pelas religiões e uma crítica às ações das igrejas.

A fé da juventude, portanto, é algo prático, mais antropológico e menos teologal. Religiosidade jovem, que será lançado este ano, mostra que apenas 19,9% das pessoas freqüentam algum ritual religioso pelo menos uma vez por semana, 30,5% nunca participaram e 33% o fazem só em ocasiões especiais, como batizados, casamentos ou missas de sétimo dia.

Isso ocorre porque o jovem da atualidade busca uma crença mais como um indivíduo emancipado e menos como o filho que segue a tradição familiar. Assim como vai atrás de um lugar no mundo, ele procura algo em que acredite profundamente. "A juventude não trata a religião como costume, cultura, mas como algo que tem a ver com escolha", diz a antropóloga Regina. Foi por vontade própria que Aparecida Luiza da Silva decidiu ser católica praticante. Ainda pequena, aprendeu com a mãe a rezar o Pai Nosso e a Ave Maria, mas nunca tinha sido levada por ela à missa. Aos 11 anos, foi a uma igreja acompanhada de vizinhos e, desde então, passou a pedir para a mãe levá-la à missa todo final de semana.

Virgem sim. Beata não
Ela lê a Bíblia todos os dias, vai à missa três vezes por semana, mas não se diz beata. Católica praticante há 11 anos, Aparecida Luiza da Silva, 24, freqüenta baladas e barzinhos e gosta de dançar forró, mas, mesmo nesses lugares, não deixa de testemunhar sua fé por meio de sua atitude e entusiasmo. Ela se diz de acordo com todas as orientações sexuais do catolicismo. "Tudo que é bom é para ser vivido, mas no momento certo. Quero casar virgem", diz ela.

Hoje, aos 24 anos, Aparecida trabalha no Santuário de São Judas Tadeu, em São Paulo, participa do coral da igreja, sai à rua visitando casas para dar seu testemunho cristão e segue as orientações sexuais da doutrina católica. "Não sou beata. Freqüento barzinho, danço forró em casas noturnas e já tive namorados", diz ela. "Mas não sou a favor de 'ficar', não quero ser objeto de prazer de ninguém. Vou casar virgem, sexo só depois do casamento." Segundo uma recente pesquisa feita pela socióloga Silvia Fernandes, professora do Instituto Multidisciplinar da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), apenas 26,1% dos jovens católicos pensam como Aparecida em relação à castidade.

O estudo denominado Juventude, religião e política na Baixada Fluminense levantou, entre outras questões, o que jovens católicos e evangélicos freqüentadores de igrejas da Baixada Fluminense pensam sobre o sexo antes do casamento. Apresentado em um congresso em Birminghan (Inglaterra) e ainda inédito no Brasil, ele mostra que, entre as mil pessoas ouvidas, os evangélicos são mais conservadores - 88,9% são contrários à prática. Seguidora da doutrina batista, a paulista Fernanda Almeida Freire, 17 anos, afirma que pretende se iniciar sexualmente apenas depois de trocar alianças. A adolescente, que se converteu aos 12 anos por vontade própria, vai à igreja todo final de semana, faz parte de dois ministérios e já preteriu uma viagem à Disney por um acampamento de jovens de sua crença. "Leio a Bíblia e acredito no que está escrito. Por isso, sigo os ensinamentos do Senhor", diz ela.

Hormônios domados e muita conversa
Equilibrar as orientações religiosas e os hormônios à flor da pele é uma busca diária do carioca David Bessa, 23 anos. Consultor de uma importadora de cervejas e freqüentador da igreja Bola de Neve, ele convenceu a noiva a abdicar da vida sexual que tinham em nome da fé. "Percebo que estamos acabando com os problemas pela conversa, em vez de tentar resolvê-los na cama", conta ele, que é contra a legalização do aborto. Pentecostais como David são os menos favoráveis à descriminalização do aborto, segundo a pesquisa Perfil da Juventude Brasileira (12%).

Entre os católicos, pontua Silvia, a identidade religiosa está se dissociando de uma necessária obediência doutrinal. Reflexo, em parte, da crise moral pela qual a Igreja Católica passa por reafirmar tradições antigas e não avançar no discurso em relação a novos desafios da modernidade, como célula-tronco, pílula anticoncepcional e uso de preservativo. "O papa esteve no Brasil e veio falar em castidade. Intrometer-se na vida sexual do jovem é um pouco demais! O catolicismo está há décadas de distância da prática real", reclama o teólogo Ribeiro.

Em suas pesquisas com universitários, ele verificou que os pais de seus entrevistados eram mais católicos que os filhos. Enquanto 42,5% dos jovens se diziam católicos, 57,7% dos pais e 60,6% das mães afirmaram o mesmo. Essa crise na transferência geracional da fé, no entanto, não faz do ateísmo (a negação de Deus) o grande beneficiado. São os crentes sem religião que crescem: 19,8% dos entrevistados estão nessa categoria, enquanto pais e mães somam 12,3% e 6,7%, respectivamente.

Amar ao próximo. Do mesmo sexo
Suellen Rodrigues Róbias se tornou kardecista aos nove anos. Hoje, aos 21, é coordenadora de evangelização de 120 crianças no Centro Espírita André Luiz, em Brasília, e participa de mesas de orações para curar os males dos enfermos. Ela, que tem amigos homossexuais, se diz totalmente favorável à legalização da união de pessoas do mesmo sexo, com casamento no cartório. "Quando Jesus falou em amar o próximo, significa amar também a pessoa do mesmo sexo." Os kardecistas são os que mais aprovam a legalização desse tipo de relacionamento (73%), de acordo com a pesquisa Perfil da Juventude Brasileira, de 2004.

É fato que no campo religioso, hoje, há muitas outras formas não institucionais de espiritualidade, como esotéricas, holísticas, nova era, e não raro se encontram em uma mesma família quatro, cinco religiões presentes. Os símbolos religiosos, antes difundidos na igreja e no âmbito familiar, circulam mais por outras áreas de domínio público, como em blogs sobre religião, nas camisetas dos jogadores de futebol e em feirinhas. Até na moda. Tudo isso facilita o espírito buscador do jovem e sua adesão ao estado de "religioso sem religião".

Nesse universo, é socialmente possível - algo impensável em épocas passadas - um jovem ir à missa de manhã e meditar em um templo budista à noite. "Na juventude é o momento de se experimentar. E, hoje, também se experimenta religião", enfatiza a pesquisadora Regina.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

RÁDIO NO BLOG

Não tem coisa melhor que trabalhar ou estudar ouvindo uma música suave e inspiradora. Pensando nisto, adicionei ao blog um player (Windows Media Player) que conecta a Rádio Abiding. Esta rádio transmite 24h por dia música cristã tradicional, músicas que nos ligam a nossa história e nos fazem pensar em Deus.

Não é necessário ter uma conexão muito larga para ouvir, mas se sua conexão é lenta e você não deseja ouvir a Abiding Radio, é só clicar no stop.

Coloque o "Vida em Comunidade" como sua página inicial e desfrute todos os dias as melodias inspiradoras da Abiding Radio.

CINCO MINUTOS COM JESUS: 17 DE NOVEMBRO DE 2008

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ARTIGO INTERESSANTE: O Evangelho segundo o SexxxChurch

Crentes montam ministério virtual para combater a pornografia sem recorrer ao moralismo.


FONTE: Cristianismo Hoje
“Eu levo uma vida dupla. Sou pastor em período integral, mas na maior parte do tempo fico sozinho no escritório da igreja, baixando vídeos pornô na internet. Sinto-me simplesmente incapaz de conter isso”. A confissão, contundente em sua sinceridade, está na página virtual do ministério SexxxChurch (www.sexxxchurch.com), uma iniciativa que mistura muita originalidade, uma boa dose de ousadia e alguma polêmica. O site se propõe a socorrer almas perdidas no universo da pornografia, uma cadeia que a cada dia prende mais pessoas, inclusive crentes. Pelo menos um em cada dez evangélicos tem coragem de assumir problemas nesta área. Contudo, a quantidade deve ser bem maior, já que o receio dos efeitos negativos de uma confissão perante a família e a igreja faz com que muitos prefiram ocultar o desvio de comportamento.

Mantido por uma equipe ligada à Igreja Projeto 242, uma comunidade evangélica que fica no centro da cidade de São Paulo, o SexxxChurch não foi feito para crentes, já que tinha uma proposta evangelística. Mas em pouco tempo percebeu-se que a demanda principal estava situada do lado oposto da trincheira. “A maioria dos e-mails que recebíamos eram de pessoas que se identificavam como cristãos, membros de igrejas ou líderes, e que tinham enormes problemas com o vício da pornografia”, relata João Mossadihj, 25 anos, conhecido como Jota, um dos idealizadores da página deste ministério evangélico nada ortodoxo.

Em pouco tempo, a idéia transcendeu o ambiente virtual. Praticamente todo fim de semana, o grupo da 242 visita alguma igreja com o projeto Pornix, voltado a palestras sobre sexualidade e pornografia. A procura pelo serviço é grande, o que demonstra a extensão do problema nos arraiais evangélicos. Mas o ministério também costuma evangelizar em regiões como a da Rua Augusta, no centro da capital paulista, conhecido reduto de prostíbulos. SexxxChurch também marca presença na Parada Gay, ostentando camisetas com dizeres como “Jesus ama os atores pornôs”. Numa demonstração prática do conselho de Paulo, que recomendou que os cristãos fizessem de tudo para, de alguma forma, ganhar alguns, a equipe já faz planos para alugar um estande na Erótika Fair, feira especializada do mercado erótico que acontece em Outubro em São Paulo. O evento é uma prova do gigantismo de um setor que movimenta cerca de 500 milhões de reais ao ano apenas no Brasil – no mundo, são 60 bilhões de dólares anuais (leia abaixo). “Vamos distribuir Bíblias estilizadas durante a feira”, planeja Jota.

Mas é mesmo no mundo virtual que o SexxxChurch alcança números estratosféricos. Segundo Jota, são 600 mil acessos mensais e duzentos e-mails por dia. As mensagens são enviadas por gente nas mais diversas situações – algumas fazem confissões das mais indecorosas possíveis. No entanto, apenas 10% das mensagens são respondidas, contabiliza a psicóloga Sâmara Gabriela Baggio, 28, que acompanha boa parte desses casos. “Nós ouvimos e estabelecemos metas para a recuperação. Mas, para isso, é preciso que o viciado esteja realmente arrependido”, destaca a terapeuta. Para ela, não há limite seguro para o consumo de pornografia. “A partir do momento que uma pessoa entra em contato com isso, as imagens recebidas ou geradas na mente alimentam fantasias. Não demorará muito para que se tente colocar em prática tudo o que foi visto e fantasiado”, opina.

Dízimo e revistas pornô – O ministério direcionado a quem se sente escravo da pornografia foi inspirado no trabalho do pastor norte-americano Craig Gross, de 32 anos. Sua trajetória é semelhante à de boa parte das pessoas que ele decidiu ajudar. Craig era um jovem cristão que dividia seu dinheiro entre os dízimos e ofertas na igreja e as revistas pornográficas nas bancas. Ordenado pela igreja East Side Christian, em Fullerton, na Califórnia, ele criou a XXXChurch em 2002. A diferença entre ele e muitos outros pastores que sacodem suas bíblias no ar, esbravejando contra toda forma de imoralidade, está justamente no seu modus operandi. Craig, que se autodenomina “pornopastor”, abomina as abordagens moralistas, que já prenunciaram a queda de populares televangelistas de seu país (leia abaixo). É amigo do americano Ron Jeremy Hyatt, que vem a ser o principal ator e diretor de filmes pornô do mundo, com quem divide as bancadas de auditórios e igrejas para debates muitas vezes acalorados.

Alheio às críticas que costuma receber de muitos setores da Igreja Evangélica, sobretudo por conta de alguns conteúdos mais apimentados veiculados no site, Craig caminha com desenvoltura pelo submundo da pornografia. Dirige uma van estilizada com adesivos e adereços que lembram uma propaganda de site pornográfico. O “Porn Mobile”, como é chamado o veículo, já gerou até tumulto ao ser estacionado em frente a uma igreja evangélica. “A pornografia está conduzindo muita gente a um beco sem saída”, costuma dizer em suas pregações.

“Desde que conheci o trabalho de Craig Gross, fiquei empolgado e tentei contagiar o pessoal da igreja”, relata o pastor Sandro Ricardo Baggio, 40. Ministro ordenado pela Igreja do Evangelho Quadrangular, ele coordena o Projeto 242. Baggio animou-se com a possibilidade de falar sobre sexualidade na igreja, onde o tema normalmente é deixado de lado. “Já fazíamos isso em nossa comunidade local, mas não via ninguém falando sobre temas assim nas igrejas”, conta.

Dos planos à ação foi um pulo. No ambiente alternativo do Projeto 242 – uma congregação que reúne músicos, grafiteiros, designers e gente que faz da criatividade um veículo para a disseminação do Evangelho –, a idéia germinou rápido. “A curiosidade existe e faz parte do ser humano. Em algum momento da vida, toda pessoa se torna curiosa em relação ao sexo”, comenta Baggio. “Quando essa demanda não é atendida na família e na igreja, a informação acaba vindo de outros lugares. é aí que se abrem as portas à pornografia.” Ele conta que já aconselhou muitos casais crentes com problemas conjugais devido ao vício de um dos cônjuges, ou de ambos, em material pornográfico. “Alguns até se separaram”, lamenta.

Big Brother do bem – Um dos serviços disponibilizados aos usuários é um programa de computador chamado X3Watch, disponível para download gratuito. “É um software que possibilita a qualquer um – o cônjuge, o amigo ou até o pastor – fazer o cadastro de uma pessoa próxima, passando a receber um e-mail com um relatório mensal sobre os sites que foram acessados por ela”, explica o pastor. A idéia, que poderia até chocar muita gente, é uma espécie de Big Brother do bem, possibilitando um acompanhamento do viciado, ajudando-o a superar a dependência da pornografia. “Isso ajuda no processo de fuga dessa compulsão. Um dos passos fundamentais do processo é justamente admitir a fraqueza”, comenta Baggio.

Reconhecer o gosto pela pornografia é justamente o maior drama para quem freqüenta uma igreja evangélica. “Por não se falar sobre sexualidade, a igreja torna-se um lugar de intolerância. As pessoas preferem esconder suas dificuldades ao invés de procurar ajuda”, analisa o pastor. De acordo com Sâmara, o perfil dos internautas que enviam perguntas e pedem ajuda é de jovens evangélicos, com idade de 15 a 30 anos. “São pessoas que alimentaram, desde muito tempo, o vício da masturbação e do envolvimento com material pornográfico como filmes, contos eróticos, revistas e sites pornôs”, explica.

Quando a situação está fora de controle, é comum que a conversa saia do computador e vá para o divã. “A maioria dos casos atendidos gira em torno de lutas na esfera homossexual e da conduta cristã”, conta a psicóloga. Ela diz ainda que muitas pessoas justificam suas ações e inclinações pela pornografia devido a problemas no passado – principalmente, episódios de abuso sexual infantil. “Mas é preciso deixar as justificativas de lado e caminhar na direção da libertação”. Para ela, os efeitos da pornografia são devastadores, com reflexos no ambiente de trabalho, na vida social e nos relacionamentos pessoais. “Nos casos mais graves, pode-se chegar a extremos, como a prática de crimes sexuais como a pedofilia”, alerta.

Drama brasileiro - Uma pesquisa realizada pela empresa de tecnologia Symantec, no inicio deste ano, investigou os hábitos de sete mil internautas em países como Alemanha, Austrália, China, Estados Unidos e Japão, além do Brasil. E os resultados foram preocupantes, sobretudo por aqui – é no Brasil que mais se acessa sites com conteúdo pornográfico. De acordo com o levantamento, 55% dos internautas brasileiros visitam regularmente ou pelo menos já acessaram páginas do gênero. Além disso, o país está em terceiro no ranking de usuários que visitam sites de pornografia infantil e na vice-liderança quando o assunto é a produção de filmes pornô.

Espécie de irmã gêmea da pornografia, a pedofilia é um drama da sociedade brasileira. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, presidida pelo senador Magno Malta, que é evangélico, tem ajudado a desbaratar quadrilhas que fazem exploração sexual de crianças. Em conjunto com a Operação Carrossel, da Polícia Federal, já foram identificados 200 suspeitos de pedofilia. Nas páginas do Orkut, comunidade de relacionamento da internet, mais de três mil cadastros foram quebrados sob suspeita de abrigarem pedófilos.

Abalos no púlpito - Nos anos 1980, ele era considerado um paladino da moral e dos bons costumes. O pastor Jimmy Swaggart, um dos mais importantes televangelistas americanos, fazia de seus programas, transmitidos para mais de 40 países – inclusive o Brasil –, uma verdadeira trincheira na luta contra a carnalidade. Pregador eloqüente e carismático, Swaggart reunia famílias inteiras diante da TV e era crítico contundente da pornografia. Ironicamente, caiu justamente por causa dela, num episódio rumoroso envolvendo prostitutas e uma disputa pessoal com o também pregador televisivo Jim Bakker. Proprietário do canal de televisão PTL (Praise the Lord), com 12 milhões de telespectadores apenas nos Estados Unidos, Bakker acabou se tornando um rival de Swaggart. Tudo ruiu quando fotos suas, acompanhado de garotas de programa, chegaram à imprensa. Na época, atribuiu-se o vazamento das imagens a Swaggart.

O troco não demorou. Um detetive particular contratado por Bakker não teve muito trabalho para fotografar Swaggart diante de um motel, com o carro cheio de prostitutas. Sem saída, ele confessou que pagava para que elas fizessem strip-tease para ele. Perdoado pela mulher, Francis, ele foi à tevê, chorou e confessou-se arrependido pelo ato. Contudo, sua reputação e ministério foram irremediavelmente abalados.

No fim de 2006, outro escândalo sexual abalou a Igreja Evangélica dos Estados Unidos. Eleito pela revista Time como um dos 25 principais líderes cristãos do país, Ted Haggard admitiu consumir material pornográfico e o envolvimento sexual com um garoto de programa, que o denunciara publicamente. O caso provocou maior espanto porque Haggard era uma das principais vozes contra o homossexualismo.

Quem recentemente também admitiu problemas com o chamado mercado de “conteúdo adulto” foi o pastor australiano Mike Guglielmucci, do ministério Hillsong. Ele confessou, após dois anos declarando-se vítima de um câncer terminal – chegou até mesmo cantar com o auxilio de um tubo de oxigênio –, que sua única doença era o vício em pornografia. A farsa gerou um tremendo mal-estar no badalado grupo de louvor australiano. “Eu sou assim, viciado nesta coisa. Ela consome minha mente”, disse, em entrevista a um canal de tevê.

. 68 milhões de pessoas acessam sites pornográficos no mundo, todos os dias

. 42% dos internautas freqüentam sites pornográficos e conteúdos relacionados

. 500 milhões de reais são faturados por ano, no Brasil, com pornografia

. 2,5 bilhões, é a quantidade de e-mails com conteúdo pornográfico enviados por dia

. 60 bilhões de dólares anuais, é o que rende o mercado pornô em todo o mundo


CINCO MINUTOS COM JESUS: 14 DE NOVEMBRO DE 200

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Salmo 90.12

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"Ensina-nos Senhor a contar os nossos dias!"
Que esta oração faça parte da nossa vida!
Como é fácil fixarmos nosso olhar nas coisas deste mundo,
olharmos para toda e qualquer direção
e sem perceber deixar para trás a cruz de Cristo e seu amor.
Que Deus Espírito Santo,
pela Santa Palavra nos faça,
a cada dia voltar o nosso olhar para o alto,
para as coisas de Deus,
para a cruz do perdão, vida e Salvação!
"Ensina-nos Senhor a contar os nossos dias para que alcancemos um coração sábio".

CINCO MINUTOS COM JESUS: 06 DE NOVEMBRO DE 2008

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

FAZER A DIFERENÇA

Autor Desconhecido
Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia, junto de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa escrevendo. Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas do mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.
“Por que está fazendo isso?” Perguntou o escritor.
“Você não vê! Explicou o jovem. A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas irão secar e morrer se ficarem na areia”.
O escritor espantou-se
”Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praia por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas do mar espalhadas pela praia. Que diferença faz?
Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma”.
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor.
“Para essa aqui, eu fiz a diferença.....”
Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas do mar de volta ao oceano.

DEIXE ENTRAR

Autor Desconhecido

Deixe entrar sem bater, meu caro amigo, os que morrem de frio, mais por falta de amor do que por falta de roupa.

Deixe entrar sem bater os que perderam o rumo nos trilhos complicados da existência; talvez achem no céu do seu abraço a estrela de Belém.

Deixe entrar sem bater os que têm fome, mais de carinho do que de pão, e reparta com eles a sua vida, que vale mais que seu dinheiro.

Deixe entrar sem bater os que chegam à pé, empoeirados e cansados porque a passagem do destino era cara demais e ninguém lhes pagou sequer um bilhete de terceira classe no trem da felicidade.

Deixe entrar sem bater os que nasceram a contra-gosto porque a pílula falhou... e só foram recebidos na existência porque não havia outro jeito...

Deixe entrar sem bater o enjeitados no princípio: os filhos do prazer criminoso e egoísta; deixe entrar sem bater os enjeitados no fim: os velhos e velhinhas, que deram tudo de si, que perderam as pétalas da vida em benefício dos outros, seus filhos, e agora são deixados para murchar nos fundos dos asilos...

Deixe entrar como se o lar fosse deles os que não tiveram tempo de ser criança porque a vida lhes pôs uma enxada nas mãos quando devia pôr nelas algum brinquedo, os que nunca tiveram sorrisos em seus lábios porque a lágrima chegava sempre primeiro...

Deixe entrar sem bater todos estes, sem temer que falte espaço, pois num coração cristão sempre cabe mais um e até mais mil...

E depois que tiver a sala do peito lotada de infelizes, aleijados e famintos, você vai ter, amigo, a maior das surpresas, ao ver que a face torturada de tantos se transforma de repente no rosto sorridente de Jesus, falando para você:

- Meu caro amigo, agora é a sua vez: entre você também! A casa é sua, o céu é todo seu!

CINCO MINUTOS COM JESUS: 03 DE NOVEMBRO DE 2008

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