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sexta-feira, 30 de maio de 2008

MENSAGEM DO CULTO

Clique no play e ouça a mensagem dos cultos de 3º Domingo de Pentecostes que acontecem neste final de semana.
É sempre importante ver Jesus como o médico dos médicos que chama e aceita pecadores e por sua graça transfoma vidas.
A atitude de Jesus também inspira nossas Comunidades a serem acolhedoras e terapêuticas.
Você irá ouvir também a narração do Evangelho de Mateus 9.9-13 que é o texto base do sermão.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A RESPOSTA DE DEUS PARA VOCÊ

Em nossos dias aumentam os casos de pessoas com depressão e baixa auto estima. Ontem a noite, quando li o texto de 1Pe 2.9 fiquei pensando: Existem, segundo estudiosos, milhares de galáxias no universo. Em nossa galáxia existem muitos planetas. Em nosso planeta existem muitas espécies de seres vivos. Dos seres vivos, mais de 6 bilhões de seres humanos...
De repente Deus olha para mim e me diz: Voce é raça eleita, povo de minha propriedade exclusiva!
Entre tantas coisas para escolher, Deus escolheu as pessoas para que, pela fé, sejam sua raça eleita. Amou tanto o mundo que enviou o seu Filho Jesus para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna (Jo 3.16).
Como ficar para baixo diante de tudo isto?
Ele veio para que tenhamos vida em abundância!

Algumas respostas de Deus para você:




1Pe 2.9: Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz...

HÁ UMA RATOEIRA NA FAMÍLIA

Um rato, olhando pelo buraco na parede, viu o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!

A galinha disse:

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isto seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada.

O rato foi até o porco e disse:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!

- Desculpe-me, Sr. Rato. Mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.

O rato dirigiu-se então à vaca e ela lhe disse:

- O quê, Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou para casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...

O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.

Caro leitor, há uma ratoeira na família. E o que você tem feito a este respeito? Já há tempos que a família vem sendo atacada, agredida e destruída, e qual tem sido a sua atitude?

“Abençoados com a presença de Deus” é o lema da Igreja Evangélica Luterana do Brasil no ano de 2008 e o foco está na família. Precisamos protegê-la, precisamos lutar por ela. E acima de tudo precisamos entender que apenas a presença de Deus em nossas famílias pode realmente transformá-las em famílias abençoadas.

Antes que a sociedade e o mundo morram por causa desta ratoeira que o diabo colocou na família, deixemos Deus nos abençoar com sua graça em Cristo, que transforma, reedifica, restaura. Querido leitor, que a leitura da Bíblia seja constante em sua família, que a participação nos cultos e estudos bíblicos seja uma prática. Abençoados com a presença de Deus podemos desarmar esta ratoeira.

(Ilustração retirada do estudo 2 do Caderno do PEM de 2008)

Veja esta mensagem no site do Jornal de Canela

sexta-feira, 23 de maio de 2008

ASSIM SERÁ NO DIA EM QUE O FILHO DO HOMEM SE MANIFESTAR

Seria um dia como outro qualquer para alguns casais recém casados da China. Escolheram uma bela paisagem para ilustrar seu álbum de casamento, próximo à cidade de Bailu.
Digo seria, se não fosse o trágico terremoto de 12 de Maio transformar completamente a paisagem.
Tudo estava pronto para o fotógrafo Wang Qiang capturar belas e românticas cenas na perfeita moldura da centenária Igreja Missionária Francesa.
Enquanto os casais se arrumavam para as fotos, Wang capturava algumas cenas da bela igreja quando num relance a viu desmoronar. Assustado gritou "Corram, corram!" Naquele momento o chão tremia e não dava para ver nada além do pó. Em dez segundos, grande parte da Igreja havia desmoronado.
As fotos capturadas por Wang nos convidam à reflexão.
As vezes nos concentramos tanto neste mundo sem perceber que num piscar de olhos tudo pode desmoronar. Nos preocupamos com tantas coisas que em dez segundos podem não significar mais nada.
Jesus Cristo é o fundamento à prova de terremotos. Quem nele confia não se ilude nem se decepciona. Pode o céu e a terra passar, mas ele permanece para sempre.
Felizes são aqueles que sabem que existe um Reino Eterno que será nossa casa para sempre. Nele não há surpresas, nem despedidas, nem dor, nem morte.
Será que vale a pena apostar que esta vida é tudo o que existe?
Querido amigo, creia nas promessas de Jesus e viva uma vida que jamais terá fim.

Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos.
O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos.
Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar.

Lucas 17.26-30

Fonte da Notícia e das Imagens: THE LEDE: The New York Times

VIDA E OBRA DE MARTINHO LUTERO

Rev. Cristian Lucas Dolvitsch

1. NASCIMENTO E FAMÍLIA DE LUTERO

Martim Luder (ou Ludher) ou como é conhecido entre os brasileiros, Martinho Lutero, nasceu no dia 10 de novembro de 1483, em Eisleben, na Alemanha. A casa em que nasceu continua conservada até o dia de hoje, sendo um ponto turístico visitado por muitas pessoas, luteranas ou não, de todo o mundo. De acordo com um velho costume, no dia em que o menino Lutero nasceu foi levado no outro dia à pia batismal da igreja de São Pedro. Ali foi batizado e recebeu o nome de Martinho, pois este dia era o dia de S. Martinho e havia o costume entre os católicos mais fervorosos de batizar seus filhos com o nome do santo do dia.

Seu pai chamava-se Hans (João), era filho de agricultores e natural de Möhra, Turíngia. Sua mãe, Margaretha (Margarida), nasceu em Ziegler, e provinha de círculos burgueses. O pai de Lutero trabalhava como mineiro em uma mina de cobre. Era uma família humilde. Alguns meses após o nascimento de Martinho, a família, para melhorar de vida, na primavera de 1484 mudou-se para a cidade de Mansfeld, o centro da região mineira próxima. Em poucos anos Hans conseguiu melhorar suas condições financeiras. Em 1507 fazia parte das pessoas economicamente mais respeitadas da região.

Quanto a educação recebida em sua casa, Albert Greiner cita: “Quando pensa em sua família o reformador recorda sobretudo de uma coisa: ele e seus irmãos receberam uma educação muito severa. “Meu pai – conta ele – me corrigiu um dia de tal maneira, que fugi e tive medo dele, até que me acostumei de novo a ele... Meus pais foram muito severos comigo e me tornei tímido. Minha mãe me açoitou um dia por uma desgraçada noz, a ponto de sangrar. Meus pais só queriam o meu bem; mas não sabiam discernir os espíritos e eram desmedidos nos castigos”1.

1.1 OS PRIMEIROS ESTUDOS DE LUTERO

Aos sete anos Lutero foi enviado à escola comunal de Mansfeld. O regime da escola era semelhante ao de sua casa. “Certo dia levei quinze açoites em uma única manhã, recorda o reformador”2. Quanto aos conteúdos que eram ensinados na escola, não era certamente brilhante a variedade; estudava-se os elementos do catecismo – Decálogo, Credo, Pai Nosso - alguns hinos para as festas dos santos e alguma coisa elementar de gramática latina. Martinho lamentou profundamente este método e mais tarde o modificou radicalmente. Martinho acabou o curso na escola de Mansfeld e aos 14 anos, em 1497, abandonou seu lar e foi enviado por seu pai para a escola superior de Magdeburgo, administrada pelos Irmãos da Vida Comum3. Ali Martinho recebeu os primeiros ensinos religiosos mais profundos. Seus pais eram cristãos, mas a superstição e a bruxaria dominava seus espíritos, como era normal no povo do fim da Idade Média. A exemplo de outros estudantes pobres, Martinho teve que mendigar o seu pão de cada dia cantando de porta em porta. Já no ano seguinte teve que abandonar os estudos e voltar para Mansfeld por motivo de grave enfermidade.

Depois que recuperou sua saúde, Martinho devia continuar seus estudos. Foi enviado em 1498, aos 14 anos, por seu pai para Eisenach, na Escola de São Jorge. Os pais de Martinho sustentavam a esperança de que o parente Conrado Lutero, sacristão da a igreja de S. Nicolau, iria ajudar o filho. Isso não aconteceu. Deus porém proveu, e Lutero foi acolhido em casas de famílias piedosas, dentre as quais especialmente os Cotta e os Schalbe. Com esse apoio financeiro Lutero pôde continuar a estudar.

Neste colégio Lutero teve a oportunidade de conhecer o reitor e professor João Trebonius. “Informa Lutero que, ao entrar em sala de aula, o professor descobria a cabeça e cumprimentava seus alunos dizendo: “pois que, entre estes jovens alunos, encontram-se alguns dos quais Deus poderá fazer honrado prefeito de um, de outro chanceler e ilustre doutor ou governador de outro, embora de momento não os conheçais. É justo os honrardes!”4


1.2 LUTERO NA UNIVERSIDADE

Martinho estudou três anos nesta escola. Em 1501, aos 17 anos, foi enviado por seu pai para a Universidade de Erfurt, fundada em 1379. Agora seu pai já tinha condições de o sustentar com seus próprios ganhos. Ali, pela primeira vez, aos 18 anos viu uma Bíblia na Biblioteca da Universidade. Assim como os demais estudantes, freqüentou durante quatro anos a faculdade dos artistas, precondição para a matrícula em uma das três faculdades superiores: Teologia, Medicina e Direito. Martinho, por influência de seu pai, iria cursar Direito. No outono de 1502, formou-se em Baccalaureus artium e, em janeiro de 1505, Magister artium . O currículo estava centrado no estudo de Aristóteles. Depois de concluídos estes cursos, estava em condições de lecionar filosofia, e ainda dedicar-se ao estudo de Direito. Sempre foi um aluno muito dedicado. Alguns dias depois de iniciar seus estudos de Direito, ficou gravemente doente que quase o levou à beira da sepultura. Assim que restabeleceu a saúde, partiu para fazer uma visita a seus pais em Mansfeld. No caminho, caiu sobre o seu espadim de acadêmico quase esvaindo-se em sangue. Não muito tempo depois perdeu a vida de um amigo íntimo. Lutero questionava-se: “que será de mim na eternidade, quando eu morrer?”

1.3 LUTERO ENTRA PARA O CONVENTO

Outro acontecimento que lhe marcou profundamente, foi quando ao retornar de sua casa para Erfurt, em 2 de julho de 1505, foi surpreendido por uma intensa tempestade em Stotternheim. Raios e trovões o deixaram apavorado e temendo a morte. Mortalmente assombrado, prostrou-se em terra e invocou a proteção de Sant’Ana, em troca dessa proteção, prometeu ingressar no convento.

Martinho retornou para a Universidade, vendeu seus livros, e mesmo com opiniões contrárias de seus colegas, entrou para o convento Agostiniano de Erfurt, isso sem o conhecimento de seu pai. Segundo um historiador franciscano de nossa época, Dr. Reinold Weijenborg, Lutero entrou no convento para não precisar pagar uma dívida contraída junto ao seu pai para pagar seus estudos na Universidade. “É claro que essa explicação é insensata e desprovida de qualquer fundamento”5. O convento era dos mais rigorosos, mas oferecia a possibilidade de o noviço continuar seus estudos. O pai de Martinho só concordou com a atitude do filho depois de muita relutância.

Lutero pensava que com essa atitude agradaria a Deus. Acreditava que a vida no convento dava-lhe mais segurança em seu relacionamento com Deus, poderia alcançar desta forma a sua salvação. Seu quarto no convento era uma cela pequena de dois ou três metros, em que havia uma mesa, uma cadeira um colchão de palha e uma janela. Fez voto de pobreza, obediência e castidade. Lutero estudava a Bíblia. Cumpria todas as penitências religiosa que lhe eram impostas; usava uma batina preta; andava também pelas ruas da cidade com um saco às costas, como de costume na época, mendigando pão, manteiga, ovos e tudo o que era necessário para o sustento do convento. Além disso tinha que cuidar da limpeza da capela e dos quartos e bater o sino. No quarto estudava religião e filosofia e orava aos santos, querendo merecer o céu através de suas boas obras. Mais do que nunca buscava a paz de espírito, mas não a podia encontrar. Pensava sempre: “Sou pecador, e Deus está zangado comigo.”6


1.4 LUTERO É ORDENADO SACERDOTE

Em 27 de fevereiro (alguns autores citam a data 3 de abril) de 1507, com 23 anos de idade, foi ordenado sacerdote. As regras monásticas foram rigorosamente observadas por Lutero. “Posso dizer que fui um frade piedoso, cumprindo as regras da ordem com tamanho rigor que me é permitido afirmar: se algum dia entrou um frade no céu em virtude de sua vida no convento, eu seria um deles. Todos os meus companheiros de convento poderão dar-me este testemunho. Se tivesse continuado por algum tempo nessa vida, eu teria me matado com preces, jejuns, vigílias, frio, leitura e trabalho”7.

Em 02 de maio de 1507 celebrou sua primeira missa, onde quase fugiu do altar por julgar-se indigno de realizar o sacrifício da missa diante da majestade divina. Lutero prosperava nos seus estudos e por isso a ordem agostiniana determinou que viesse a se tornar professor de Teologia .


1.5 PROFESSOR UNIVERSITÁRIO

No Studium Generale de sua ordem, em Erfurt, foram iniciados seus estudos teológicos. Os principais objetos de estudo foram a Bíblia e as Sentenças de Pedro Lombardo, para cujo Lutero valeu-se dos comentários de Gabriel Biel e de Pierre d’Ailly. Em 1508 a ordem o enviou para a nova Universidade de Wittenberg, onde foi professor de filosofia moral. Em Wittenberg deu continuidade a seus estudos teológicos. Tornou-se Baccalaureus em Teologia, e em março de 1509, teve que assumir aulas de interpretação bíblica. Em Wittenberg também encontrou o Geral da ordem e decano da Universidade de Teologia: Johann von Staupitz. Este foi um grande conselheiro e confessor de Lutero. Também em 1509 teve que voltar para Erfurt para dar aulas sobre as sentenças de Pedro Lombardo. Em 1510 tornou-se Baccalaureus formatus, precondição para tornar-se Magister Theologiae.

1.6 A VIAGEM A ROMA

Contudo, teve que interromper suas preleções porque o seu superior, Dr. Staupitz, lhe pediu que fosse a Roma, onde vivia o papa. Lutero ficou muito contente. Partiu com um companheiro, viajando a pé. Foi uma longa e perigosa viagem. Quando finalmente avistaram Roma, Lutero se ajoelhou e exclamou: “Salve, santa cidade de Roma!” Permaneceu em Roma entre novembro de 1510 e fevereiro de 1511. Ficou muito impressionado com o que viu em Roma, visitando templos, catacumbas e santuários, peregrinou pelas sete igrejas principais da cidade santa, nelas obtendo a indulgência anunciada. Ficou, porém, muito desapontado quando viu que o povo de Roma levava uma vida pecaminosa, incluindo também os padres.


1.7 DOUTOR EM TEOLOGIA

Depois desta visita a Roma, Lutero voltou para Wittenberg. Deu prosseguimento a seus estudos e em 1512 recebeu o título de Doutor em Teologia, passando também a pregar na bonita catedral de Wittenberg. Desde 22 de outubro de 1912 até o final de sua vida, Lutero foi professor de Bíblia, um exegeta, na faculdade de Teologia da Universidade de Wittenberg. O povo admirava-se das belas e eloqüentes pregações de Lutero. Era cada vez maior o número de pessoas que iam à igreja ouvir Lutero falar. Lutero advertia seus ouvintes a não procurarem se salvar pelas obras, mas somente pela fé em Jesus.

De agosto a outubro de 1515 interpretou os Salmos; em 1525/16 trabalhou sobre Romanos; em 1516/17 sobre Gálatas; e em 1517/18 foi a vez de Hebreus; novamente em 1518/19 interpretou os Salmos.


2. AS INDULGÊNCIAS E AS 95 TESES

Naqueles dias a igreja entregou-se ao nefasto comércio das indulgências (recibos de perdão dos pecados, comprados com dinheiro). João Tetzel, responsável pela venda de indulgências na Alemanha, chegou a Wittenberg. Ali insistia junto ao povo que comprasse o perdão para todos os seus pecados, passados, presentes e futuros. “As indulgências, surgidas no século XI, diziam respeito apenas aos castigos temporais impostos pela igreja; mais tarde, aos castigos temporais que deviam ser purgados no purgatório e, finalmente, também aos pecados de parentes já falecidos que estavam no purgatório. As opiniões dos teólogos divergiam entre si, e no início do século XVI, não havia a necessária clareza a respeito do assunto”8. Para Lutero as indulgências eram uma afronta àquilo que Deus revelara em sua Palavra: que o homem é justificado pela fé, por causa de Cristo! Esta convicção Lutero também percebeu nos escritos de Agostinho. Sendo assim era inconcebível a igreja querer vender o perdão a seus fiéis. As indulgências tinham destacada importância sob o aspecto financeiro. A cúria e o Estado papal, sendo Leão X o papa, dependiam em grande parte das rendas provindas da venda de indulgências. Além do mais o papa Leão X precisava de grandes quantias de dinheiro para concluir a basílica de São Pedro, iniciada pelo seu antecessor Júlio II.

Muitos membros da igreja em que Lutero pregava compraram indulgências e não se importaram mais em se arrepender de seus pecados. Lutero, em conseqüência disso, lhes negou a Santa Ceia. Disse-lhes que, se não se arrependessem, Deus não lhes perdoaria os pecados, pois as indulgências não tinham nenhum valor diante de Deus. Muito entristecido com o que estava acontecendo, Lutero pregou nos domingos seguintes, com veemência, chamando o povo ao arrependimento.

Para esclarecer a questão das indulgências, Lutero afixou no dia 31 de outubro de 1517 na porta da Igreja de Wittenberg, 95 teses em que chamava ao diálogo e ao debate os acadêmicos de Teologia, para que houvesse um esclarecimento sobre o real valor das indulgências. Essas teses não negavam o direito do papa conceder indulgências, contudo, punham em dúvida a validade das indulgências para o perdão dos pecados e denunciava os abusos cometidos na venda das mesmas.

As teses difundiram-se rapidamente. O dominicano Tetzel, sub-comissário para venda de indulgências na província da Saxônia e que privilegiava o dinheiro em relação à penitência, defendeu em janeiro de 1818 em um debate acadêmico:

“Quando o dinheiro retine na caixinha, a alma salta do purgatório para o céu.”


2.1 A RESPOSTA DE ROMA

Quando o papa Leão X ouviu falar do que estava acontecendo na Alemanha, ficou furioso e ameaçou Lutero com a excomunhão, caso ele não se retratasse dentro de 60 dias. Lutero, porém, ficou firme em seu pensamento, pois tinha certeza de que estava agindo conforme aquilo que descobrira na Bíblia, sua ação era para a glória de Deus, o que está muito acima de qualquer ordem ou mandamento criado pela tradição da igreja.

Em 1521 Lutero recebeu a comunicação de que devia comparecer à Dieta de Worms, para ser julgado. Novamente Lutero foi intimado a se retratar. Lutero pediu que lhe provassem da Bíblia que ele estava errado. Ninguém pôde provar. Por isso Lutero não desmentiu o que outrora havia escrito. Foi, então, declarado pessoa fora da lei. A 3 de janeiro deste ano Lutero foi excomungado com a bula Decet Romanum Pontificem. Quem o encontrasse, o podia matar, sem medo de sofrer punições.


2.2 O “SEQÜESTRO” DE LUTERO

Embora sua vida corresse grande perigo, Lutero não se intimidou e iniciou sua viagem de volta para Wittenberg. Ao atravessar uma florestas, um bando de homens mascarados o atacou. Fizeram-no prisioneiro e o levaram para o castelo de Wartbugo. Muitos pensavam que Lutero havia sido morto, mas na verdade seus amigos, a mando de Frederico, o Sábio, haviam simulado o rapto para o guardar em segurança contra seus inimigos. Lutero, disfarçado de “cavalheiro Jorge”, permaneceu dos dias 4 maio de 1521 a 1o de março de 1522. Neste período aproveitou para traduzir o Novo Testamento do original grego para o alemão, a fim de que o povo pudesse ler as Sagradas Letras. Lutero também produziu e deu continuidade a outras obras literárias neste período, como por exemplo: Os Votos Monásticos; Sermonário da Igreja; Magnificat,etc..

Todos os escritos de Lutero ganhavam rapidamente a Europa, visto naquela época Gutenberg ter aperfeiçoado o prelo, descobrindo o sistema de letras móveis, o que possibilitava rápidas e grandes tiragens de livros.


2.3 A VOLTA PARA WITTENBERG

Contudo, na ausência de Lutero, alguns líderes extremistas começaram a confundir o povo, promovendo revoltas com seus pensamentos. Lutero, então, voltou para Wittenberg em 1522 e continuou a pregar. Realizou uma série de oito pregações vigorosas, mostrando os erros em que muitos haviam caído e explicando ao povo de que maneira convém viver para agradar a Deus. Advertia-os a não usarem a força contra o papa e a igreja católica. Deviam combater o erro da igreja apenas com a Palavra de Deus. Lutero ainda viajou por muitas outras cidades aconselhando o povo a usar a liberdade dada por Deus contra a tirania papal com um único fim: para se tornarem melhores cristãos.

Lutero vivia em constante perigo de ser aprisionado e morto. Mas nada aconteceu. Foi um milagre Lutero continuar vivo naqueles dias.

Nos anos de 1522/23, os movimentos sociais começaram a ver em Lutero um possível aliado. Primeiro a decadente cavalaria buscou seu auxílio, depois os camponeses. Tais pedidos fizeram com que muitos vissem no movimento luterano um movimento revolucionário. Mas Lutero sempre apontava para a pregação da Palavra e para o diálogo como meios de buscar a paz e a justiça. Devido a esse posicionamento Lutero foi e ainda é duramente criticado pela história secular. Muitas pessoas, especialmente os camponeses, esperavam que Lutero lutasse pela causa deles, até mesmo apoiando a luta armada.


3. O CASAMENTO DE LUTERO

Mesmo em meio a uma situação de intensos conflitos, Lutero foi abençoado por Deus com o matrimônio. Em 13 de junho de 1525, Lutero casou-se com Catarina de Bora, uma antiga freira que havia abandonado o convento por reconhecer o erro da vida enclausurada. A cerimônia de casamento foi realizada no Mosteiro Negro de Wittenberg, que a pouco havia sido transformado em residência para Lutero. Lutero e Catarina tiveram 6 filhos: Isabel, Madalena, Margarida, João, Martinho e Paulo. Infelizmente duas de suas filhas vieram a falecer, uma aos oito meses de idade e outra aos catorze anos.

Lutero amava o lar e sempre encontrava tempo para brincar com os filhos, tocar música e cantar com eles; também escrevia para eles belas cartas quando estava viajando. Lutero recebia muitas visitas em sua casa, era extremamente hospitaleiro.

4 LUTERO E SUA OBRA

Lutero sempre quis que o povo entendesse a mensagem do evangelho, por isso escreveu o Catecismo Maior para os pastores conhecerem bem as principais doutrinas cristãs e o Catecismo Menor para que os pais ensinassem as principais doutrinas da Bíblia aos seus filhos. Lutero também elaborou uma ordem litúrgica para a celebração do culto na língua alemã, a língua do povo. Até então as missas eram celebradas somente em latim, língua que somente o clero entendia. Lutero compôs várias músicas sacras com melodias que o povo pudesse cantar, a principal obra musical é Castelo Forte é nosso Deus. Ele também publicou em 1524 o primeiro hinário evangélico. Podemos observar que Lutero se esmerava para que o evangelho fosse pregado de várias formas, uma delas a música.

Lutero ajudou a escrever a Confissão de Augsburgo, que foi publicada em 1530. Em 1534 completou a tradução do Antigo Testamento, agora o povo tinha uma Bíblia completa em suas mãos. Embora sua saúde não estivesse boa, Lutero sempre trabalhava, quer entre o povo, quer entre seu gabinete. Suas obras somam mais de vinte volumes e algumas milhares de páginas. Hoje estão sendo traduzidas para diversas línguas e permanecem ainda revelando a pureza do evangelho e toda a sabedoria da Palavra de Deus. Lutero foi um vaso escolhido por Deus para que a Sua Palavra fosse proclamada verdadeiramente. Lutero não se calou diante de heresias papais (indulgências, infalibilidade papal), de príncipes (quando pediram que se retratasse na Dieta de Worms), do povo (por ocasião da guerra dos Camponeses), de teólogos (como Zwínglio, em relação a Santa Ceia, e Calvino, diante da doutrina da predestinação).

Lutero escreveu várias obras visando sempre esclarecer o povo diante dos acontecimentos que se sucediam por ocasião da Reforma, também se dirigia a acadêmicos, nobres e príncipes em seus escritos. Todos os escritos eram elaborados de forma clara e também, se preciso, profundamente eloqüentes. Lutero foi um grande homem utilizado por Deus para resgatar a verdade contida na Palavra de Deus. Sua vida foi dedicada a Deus, cheia de aventuras, cheia de realizações, cheia de bênçãos, mas, também, Lutero sofreu na carne a dor da calúnia, da mentira, da perda, da doença e da traição. Em meio a esses altos e baixos de sua vida, Lutero sempre soube agradecer a Deus e glorificá-lo nos bons momentos e também soube inclinar seus joelhos em oração para suplicar o socorro e o amparo de seu Senhor nos momentos de dificuldades.

Uma das principais preocupações de Lutero foi com a educação do povo. Ele sempre insistia para que as congregações tivessem ao lado de seus templos uma escola. Também recomendava e exortava os pais a que incentivassem seus filhos ao estudo.

Lutero foi um homem de Deus. Isso percebe-se em seu culto, em sua vida de oração e, sobretudo, na incessante luta para que todos soubessem que Deus é amor e quer salvar a todos mediante a fé em Jesus, o único Senhor da Igreja.


4.1 A MORTE DE LUTERO

Por estar freqüentemente doente, Lutero sempre contava com uma morte próxima. Em casa e em viagem houve situações de expectativa imediata de morte. Assim não era estranha a Lutero a idéia de que ele poderia falecer fora de Wittenberg. Em23 de janeiro de 1546, viajou em pleno inverno a cidade de Eisleben, para tratar de desavenças entre os duques de Mansfeld. Lutero tinha assumido a função de reconcilia-los. A discussão com os duques de Mansfeld foi dura e penosa. Por fim, numa Terça-feira, dia 16 de fevereiro, chega-se a um acordo. Ao retirar-se de noite, Lutero escreve sobre o papel estas poucas linhas, as últimas linhas escritas de próprio punho: “Ninguém pode entender as Bucólicas de Virgínio se não foi pastor durante cinco anos. Ninguém pode entender a s Geórgias de Virgílio se não foi cinco anos lavrador. Ninguém pode entender as cartas de Cícero se não estava metido durante 25 anos em grandes afazeres públicos. Que ninguém creia Ter gostado e compreendido a Sagrada Escritura se não esteve cem anos com os profetas Elias, Eliseu, João Batista, Jesus e os apóstolos, conduzindo a Igreja. Não toques a divina Eneida, contenta-te em adorá-la de longe. Nós somos mendigos, esta é a verdade.”9

Na madrugada de 18 de fevereiro de 1546, após poucas horas de extrema fraqueza física,

Lutero veio a falecer. Antes de sua morte, um de seus amigos perguntou-lhe se estava preparado

para morrer em nome do Senhor Jesus Cristo, cuja doutrina havia pregado. Lutero respondeu com voz clara: “Sim”.

O corpo de Lutero foi levado para Wittenberg e sepultado no dia 22 de fevereiro na Igreja do Castelo de Wittenbrg, em frente ao púlpito, onde permanece até hoje.

Lutero morreu, mas sua obra ainda permanece. A Reforma da igreja por ele iniciada, espalhou-se por todo o mundo. O puro evangelho do Cristo Salvador, tão defendido por Lutero, hoje habita em muitos corações e durante a história, com certeza, já levou muitas almas para junto do Deus Eterno.


“Lembrai-vos dos vossos guias,

os quais vos pregaram a palavra de Deus;

e, considerando atentamente o fim de sua vida,

imitai a fé que tiveram.”

Hebreus 13.7

ORDEM CRONOLÓGICA DE ALGUNS DOS PRINCIPAIS

ACONTECIMENTOS NA VIDA DE LUTERO (1483-1546)

( Fonte: Cronologia da História Eclesiástica; p. 76-77)

1483 – nascimento em Eisleben

1517 – (31 de outubro)- 95 teses contra a pregação e o abuso das indulgências

1502 – bacharel pela Universidade de Eisleben

1518 – Frederico, o Sábio, Eleitor da Saxônia, dá seu apoio a Lutero.

- Chegada de Filipe Melanchthon

1505 – mestrado pela Universidade de Erfurt;

- Depois de um temporal, faz um voto e entra para o convento agostiniano de Wittenberg

1519 – debate em Leipzig contra João Heck

1508-17 – professor em Wittenberg

1520 – escreve:

· “Apelo à Nobreza Germânica” (contra a hierarquia romana)

· “O Cativeiro Babilônico”(contra o sistema sacramental de Roma)

· “Sobre a Liberdade do Homem Cristão” (contra a teologia romana, afirma o sacerdócio de todos os crentes)

1511 – viagem para Roma

1521:

· Dieta de Worms (Lutero: a Bíblia é a única autoridade cristã)

· Excomunhão pelo papa Leão X

· Refúgio em Wartburg ( Tradução do N.T. para o alemão)

1512 – doutorado em Teologia pela Universidade de Wittenberg

1522 – volta para Wittenberg

- lançamento do N.T. em alemão

1515-16 – preleções sobre os livros de Romanos e Gálatas

1525 –

· Revolta dos Camponeses

· “Admoestação à Paz”

· “Contra o bando assassino e salteador”

· casamento com Catarina de Bora


1526 – a Dieta de Spira decide que o governante de cada estado determina a fé no território dele


1527 – doença e muita tristeza (composição de Castelo Forte)


1529 – o “Protesto” à Dieta de Spira


1530 – Colóquio de Marburgo: afirma consubstanciação contra a posição de Zwínglio

- “Confissão de Augsburgo”


1531 – União de Esmalcalde para proteção


1534 – publicação da Bíblia completa em alemão


1546 - morte


BIBLIOGRAFIA

Lima, Antônio Pedro/Lisânias de S.- HISTÓRIA GERAL –. Ed. FTP; 1996

Cotrim, Gilberto. HISTÓRIA E CONSCIÊNCIA DO MUNDO – Ed. Saraiva, 1996

Greiner, Albert – LUTERO – ed. Sinodal, 1983

Hasse, R. F. – FREI MARINHO LUTERO, RESTAURDOR DA VERADE – ed. Concódia, 1984

CRESCENDO EM CRISTO – ed. Concórdia, 1997

Hägglund, Bengt. – HISTÓRIA DA TEOLOGIA – ed. Concórdia, 1995

Dreher, Martin N. – COLEÇÃO HISTÓRIA DA IGREJA, vol. 3 – ed. Sinodal, 1996

Baiton, Roland H. – MARTIN LUTERO – ed. CUPSA, México, 1989

Willians, Terri – CRONOLOGIA DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA – ed. Vida Nova

Lau, Franz – LUTERO – ed. Sinodal, 1982

G. Tüchle e C. A. Bouman – NOVA HISÓRIA DA IGREJA, vol. 3 – ed. Vozes,1983

Walker, Williston – HISTÓRIA DA IGREJA CRISTÃ, vol. 2 – ed. Aste



1 Albert Greiner; Lutero; p. 16.

2 Idem nota 1

3 Comunidade Religiosa fundada em 1381 pelo místico neerlandês Geert Groote.

4 R.F. Hasse. Frei Martinho Lutero RESTAURADOR DA VERDADE, p. 16

5 Franz Lau. Lutero; p. 24

6 Crescendo em Cristo; p. 272

7 R. F. Hasse. Frei Martinho Lutero – RESTAURADOR DA VERDADE, p. 21

8 Martin N. Dreher. Coleção História da Igreja, vol. 3, p. 27

9 Albert Greiner. LUTERO; p.202

quinta-feira, 22 de maio de 2008

PORQUE OS CRISTÃOS LUTERANOS NÃO CELEBRAM O CORPUS CHRISTI?

A celebração de Corpus Christi (corpo de Cristo) tem sua origem na concepção católica da Eucaristia (Santa Ceia).
A Igreja Católica ensina que Cristo ao dizer: “Fazei isto em memória de mim”, deu aos discípulos o poder de transformar pão e vinho em seu corpo e sangue e que, também agora, em virtude da consagração por um sacerdote devidamente ordenado, pão e vinho, embora retendo a aparência natural e as qualidades físicas, são transformados, transubstanciados na substância do corpo e sangue do Salvador. Segundo eles, o pão e o vinho já não estão presentes; também não estão presentes apenas o corpo e sangue de Cristo, mas “Cristo inteiro” (corpo, sangue, alma e divindade). Dessa maneira, o sacerdote realiza um milagre comparável à encarnação de Cristo. A transubstanciação tornou-se doutrina oficial da Igreja Romana no Concílio Lateranense de 1215, e foi reafirmada no Concílio de Trento, 1545-1563.
Esta doutrina justifica a Adoração do Sacramento, que configura a celebração de Corpus Christi.
Todavia, lemos em 1Coríntios 11.26-28: “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice.” Cristo, na noite em que foi traído, tomou o pão, deu o pão aos discípulos, e lhes disse que comessem o pão. De modo que os discípulos realmente comeram pão. Todavia, Cristo disse ao dar-lhes o pão: “Isto é o meu corpo oferecido por vós”. Por isso, segundo as palavras do Senhor, não foi apenas pão o que os discípulos tomaram e comeram, mas, juntamente com o pão, tomaram e comeram o corpo de Cristo. A presença do corpo de Cristo em, com e sob o pão fica clara apenas por causa das palavras do Mestre: “Isto é o meu corpo.” O mesmo é verdade quanto ao vinho, que é o sangue de Cristo.
Os discípulos não duvidaram das palavras de Cristo nem levantaram a questão de como era possível que recebessem o corpo e sangue de Cristo quando o viam presente à mesa, visível e fisicamente. Tomaram as palavras de Cristo em seu sentido simples e natural, a saber, que comeram pão e também o corpo de Cristo, beberam vinho e também o sangue de Cristo.
Por causa do testemunho bíblico não podemos crer que a hóstia consagrada deva ser adorada, pois este ato não encontra base na Escritura Sagrada. Por isto, cristãos luteranos não celebram o Corpus Christi, sendo esta uma festa exclusivamente Católica.
Ficamos apenas com a palavra de Cristo e ela nos basta.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Festa da Santíssima Trindade

Rev. Horst Kuchenbecker

Chegamos ao fim do primeiro semestre no ano eclesiástico, com as grandes festas da cristandade: Natal, no qual celebramos o amor de Deus Pai; Sexta-feira Santa, Páscoa e Ascensão, nos quais celebramos o amor do Filho e Pentecostes, no qual celebramos o amor do Espírito Santo.

No segundo semestre do ano eclesiástico, que começa com a Festa da SS. Trindade, não temos festividades especiais, mas meditamos sobre o amor do Deus Triúno, por isso chamamos este período de o “Período da Trindade”. Muitos denominam os domingos como Domingos após Pentecostes.

O primeiro domingo do segundo semestre é dedicado, de forma especial, à Santíssima Trindade. Esta doutrina é ensinada com muita clareza em toda a Bíblia, e não é uma evolução neotestamentária. As principais passagens do Antigo Testamento são: Gn 1.1-3, 26 (Jo 1.1-3), Elohim no plural; Nm 6.24; 2 Sm 23.2; Sl 33.6; 45.6,7 (Hb 1.8,9); Is 42.1; Is 48.16,17; Is 61.1. As passagens do Novo Testamento são: Mt 3.16-17; Mt 17.5; Mt 28.19; Jo 14.6; Jo 17.5,24; Rm 8.26,27; 2 Co 13.13; 1 Pe 1.2. Estas verdades foram magistralmente resumidas, após muitas lutas, estudos, e orações nos três Credos Ecumênicos, e refletidos em nossa liturgia e em nossos hinos.

Vamos, pois, meditar na doutrina da Santíssima Trindade, analisando os Credo Ecumênicos e os principais cânticos litúrgicos.

Deus

Quantos deuses há? Todas as pessoas são unânimes em responder: Há somente um Deus. Quem é este Deus? Aqui as respostas divergem. Jeová, Alá, Espírito Supremo, Energia suprema, o Deus Triuno, etc. Como saberemos onde está a verdade? É preciso dizer que homem jamais poderá descobrir ou alcançar a Deus, por mais que o tente. É preciso que Deus se revele ao homem. E Deus se revelou. Em Hebreus lemos: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hebreus 1.1-2 RA). Deus se revela a nós na Bíblia. Ali ele se revela como um Deus santo. Por isso confessamos em nosso Catecismo menor: “Deus é espírito; eterno, onipresente, onisciente, onipotente, santo, juto, verdadeiro, bondoso, misericordioso e gracioso (Cat. Menor, perg. 111). Jesus nos revela o Pai. “Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (João 14.9 RA). E: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6 RA). Jesus nos revela o Pai. No seu batismo resplandece a Trindade. Ele disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10.30 RA). A respeito dele o apóstolo Paulo afirmou: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12 RA). Vamos, com oração, meditar o que Deus nos revela em sua palavra sobre sua pessoa e obra. Nossos pais resumiram isto, após lutas e orações, com muita clareza e precisão em Credos e Confissões.

Credos e Confissões

Muitos não gostam de Credos e Confissões. Dizem que eles são desnecessários, são tradição humana, são fórmulas mortas e letra fria, pois a fé é algo bem pessoal do coração. Será? Não podemos concordar. Credos e Confissões são nossa resposta à leitura da Bíblia, são o testemunho fiel da fé, da doutrina, são uma bandeira que unifica os fiéis e uma barreira contra erros doutrinários. Santo Agostinho definiu os símbolos assim: “Símbolo é uma regra de fé breve e grande: breve, pelo número de palavras; grande, quanto ao peso das sentenças.”

O Credo Apostólico

Quando uma pessoa vinha de outras cidades para uma comunidade cristã, dizendo ser cristão, ela era perguntada sobre sua fé. A pessoa respondia, normalmente, com frases tomadas das cartas dos apóstolos. Assim surgiu o Credo Apostólico.

Já no ano A.D. 150, o bispo Ignatius de Antioquia, aprisionado em Roma entre os anos 110 -117, e condenado à morte pelo imperador Trajano, menciona em suas cartas, fórmulas confessionais. Existiam várias em lugares diferentes. No segundo século já encontramos o Credo Apostólico mais ou menos na forma atual.

O Credo Apostólico prima pela exposição positiva das principais e essenciais verdades bíblicas sobre o Deus Triuno e seu amor revelado em Cristo, o Filho de Deus. O Pai, criador e mantenedor de todas as coisas; Jesus Cristo, salvador da humanidade, o Espírito Santo, doador da vida.

Credo Niceno

O Credo Niceno surgiu em meio a lutas pela clarificação e defesa da verdade bíblica, no combate a erros doutrinários. O presbítero de Alexandria, Ário, (+336), ensinou que Jesus não era da mesma substância do Pai, a saber, não era verdadeiro Deus, mas somente semelhante, uma criatura excepcional. O Concílio de Nicéia (A.D. 325) rejeitou esta heresia e aceitou o Credo Niceno, que declara especialmente que Cristo é: “Deus de Deus, gerado, não criado, de uma só substância com o Pai.” Grego: “homo-ousios”= co-igual ao Pai, sendo rejeitado o “homoi-ousios” = semelhante ao Pai.

A falsa doutrina de Ário, no entanto, voltou a brotar. Surgiram novos debates e estudos. E o segundo Concílio geral, no ano 381, em Constantinopla (hoje, Istambul), rejeitou estes erros novamente, fazendo o acréscimo: “que procede do Pai”. A mesma matéria foi reafirmado no Concílio de Toledo, na Espanha, em A.D. 589, recebendo o seguinte acréscimo: “o qual procede do Pai e do Filho (latim: filioque).”

Após isto, surgiram outros debates em torno da pessoa de Cristo, que levaram à formulação do Credo Atanasiano, cuja autoria foi, por um engano histórico, atribuído a Atanásio de Alexandria (+ 373). Mais tarde notou-se que Atanásio só escrevia em grego, mas o Credo foi elaborado em latim.

O Credo Niceno clarificou a pergunta sobre o Logos, a palavra que emana do Pai, afirmando que Jesus é realmente Deus, da substância do Pai. Mas a pergunta sobre a “pessoa” de Jesus e o relacionamento entre as duas pessoas, a divina e a humana entre si, permaneceram abertas e geraram muitas outras perguntas e discussões. As perguntas que mais absorveram os debates foram: Quanto à pessoa de Cristo, a encarnação e a união das duas naturezas em Cristo. As confissões respondem: A união existe desde a concepção. Maria deu à luz ao Filho de Deus, (theotokos=mãe de Deus), não só à natureza humana de Cristo, mas ao “Logos”. As Confissões afirmam que Maria deu à luz ao “Logos” (Jo 1.14), ao Filho de Deus (Gl 4.4; Rm 9.5), ao “ente santo (Lc 1.35), ao qual Isabel chama de “o meu Senhor”(Lc 1.43). Outros diziam que a divindade perpassava a natureza humana, como por exemplo o fogo perpassa o ferro incandescente. Também este erro foi rejeitado. Cristo não é um ser duplo, com duas pessoas, como os nestorianos afirmavam, nem um ser composto de meio termo, que seria nem só divino, nem só humano. Mas Cristo é uma pessoa, divino-humana. Cristo é uma só pessoa, que tem uma completa natureza divina e uma completa natureza humana. As duas natureza estão unidas de modo a constituírem uma pessoa, uma individualidade. De sorte que há um Cristo, que é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

“Cremos, ensinamos e confessamos que o Filho de Deus, ainda que desde a eternidade foi pessoa particular, distinta e inteiramente divina, e destarte, com o Pai e o Espírito Santo, verdadeiro, essencial, perfeito Deus, assumiu, contudo, na plenitude do tempo, também uma natureza humana na unidade de sua pessoa, não assim que agora haja duas pessoas ou dois Cristos, mas assim que Jesus Cristo é, agora, numa pessoa, ao mesmo tempo verdadeiro, eterno Deus, nascido do Pai desde a eternidade, e verdadeiro homem, nascido da bem-aventurada Virgem Maria” (FC DS, Art VIII.6).

Essa união pessoal das duas naturezas em Cristo é um profundo mistério (1 Tm 3.16). Todavia, para dar-nos uma pálida idéia, a Escritura a compara com a união que existe entre corpo e alma. “Nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2.9 RA). As duas naturezas não estão misturadas, de modo a formarem um novo composto. Nem uma se transformou na outro, perdendo sua própria identidade. Mas, à semelhança de corpo e alma, permanecem distintas. Também não existem lado a lado, como duas tábuas coladas, sem comunhão e inter-relação. A semelhança de corpo e alma, a natureza divina de tal maneira permeia e penetra a natureza humana, e a natureza humana é de tal maneira penetrada pela natureza divina, que ambas as naturezas formam uma só pessoa. “A união das duas naturezas é tão estreita e inseparável, que uma já não pode ser concebida como existindo sem a outra ou separada dela, senão que ambas devem ser consideradas em todos os sentidos unidas, todavia de modo tal, que cada uma retêm seu caráter essencial e suas peculiaridades como antes, e permanece impermista com a outra ... De sorte que onde está o Filho de Deus, a natureza divina, aí está igualmente o Filho do homem, a natureza humana. Desde o momento em que o Verbo se fez carne (João 1.14), a carne não está sem o Verbo, e o Verbo não está sem a carne. As duas naturezas são inseparáveis, embora distintas.” (Sumário, p. 90)

O Credo Atanasiano trata deste mistério com todo o respeito, firmado na Bíblia. Não procura resolver pela razão o mistério, mas vai somente até onde a Bíblia vai.

O Credo Atanasiano é o mais teológico dos três Credos. É chamado de o Credo Musical ou o Salmo didático, assemelha-se à Fórmula de Concórdia, entre as Confissões.

O que dizer das cláusulas condenatórias do Credo Atanasiano?

Um dos aspectos que destaca o Credo Atanasiano dos dois anteriores são suas frase condenatórias no começo, meio e fim. Vejamos:

- Aquele que quiser ser salvo, antes de tudo deverá ter a verdadeira fé cristã. Aquele que não a conservar em sua totalidade e pureza, sem dúvida perecerá eternamente.

- Aquele, portanto, que quiser ser salvo, deverá pensar assim da Trindade. Entretanto é necessário para a salvação eterna crer também fielmente na humanação de nosso Senhor Jesus Cristo.

- Esta é a verdadeira fé cristã. Aquele que não o crer com firmeza e fidelidade, não poderá ser salvo.

A base bíblica para tal afirmação são as palavras:

- “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai” (1 João 2:22-23 RA).

- “E todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (1 João 4.3 RA).

- “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1 João 5.12-13 RA).

As verdades do Credo Atanasiano são doutrinas fundamentais. Isto precisa ser ressaltado em nossos dias, nos quais, num falso espírito ecumênico, muitos dizem: Há um só Deus. Pouco importa como alguém o chama e invoca. Cada um tem a liberdade de invocá-lo a seu modo. E mesmo entre cristãos há pessoas que dizem: Invocar o Deus Triuno como Pai, Filho e Espírito Santo, ou chamá-lo de Deus Pai e mãe, etc, pouco faz, desde que feito com sinceridade e amor. Não! Não podemos pensar assim. Deus se revelou em sua palavra e quer ser adorado assim como ele se revelou. Adorar a Deus “em espírito e verdade” (Jo 4.24), significa adorá-lo assim como ele se revelou, no correto espírito bíblico, distinguindo também lei e evangelho, adorando em verdadeira arrependimento e fé. Por isso queremos permanecer firmemente apegados às nossas Confissões, conhecer e apreciá-las. Pois, quem não o crê assim, não tem a fé cristã, e não poderá ser salvo.

Sob estas sentenças condenatórias caem hoje as seguintes denominações: Judeus, Muçulmanos, Espíritas, Mórmons, Testemunhas de Jeová, Gnose, Legião da Boa Vontade, e outras filosofias orientais.

É importante notar ainda, que as Confissões Luteranas, como a Confissão de Augsburgo e a Fórmula de Concórdia, também contém condenações, como por exemplo ao afirmarem: “Ensinamos, confessamos e condenamos...” Elas condenam o erro, mas não afirmam que quem estiver neste ou naquele erro, não poderá ser salvo. Pelo contrário, admitem que mesmo ali onde erros são ensinados ao lado da verdade bíblica principal, pessoas podem chegar à verdadeira fé e alcançarem a salvação. Mas no Credo Atanasiano trata-se de algo essencial, sem o que ninguém poderá ser salvo.

Não foi intenção dos confessores pronunciar a sentença condenatório sobre pessoas que devido a certa simplicidade da mente ou por desconhecerem as verdades bíblicas fundamentais. Mas o Credo Atanasiano pronuncia a sentença condenatória sobre aqueles que propositadamente e por obstinação rejeitam estas verdades reveladas.

O que o Credo Atanasiano nos coloca com muita clareza, não pode ser descuidado. Não pode ser matéria de indiferença para uma pessoa ou um corpo de igreja. O pastor Johann Gerhard afirmou com razão: “Aqueles que ignoram o mistério da Trindade não conhecem a Deus.”

O uso do Credo Atanasiano nas igrejas da cristandade

A Igreja Católica Ortodoxa (do Oriente) aceita o Credo Atanasiano, porém sem o “e do Filho” (latim: filioque), mas não o usam em seus cultos. A Igreja Católica Romana o aceita e usa em sua liturgia. A Igreja Luterana o incluiu no Livro de Concórdia, mas o usa pouco em seus cultos. As igrejas reformadas, o aceitam, mas não o usam, provavelmente devido a sua aversão a credos e confissões.

Os cânticos litúrgicos que testificam da Trindade

Glória Patri (Glória ao Pai) - O Glória Patri um canto angelical, tem um valor doutrinal e devocional. Ele é usado logo após a leitura do Salmo, texto do Antigo Testamento, para mostrar a unidade entre os dois Testamentos. É uma clara confissão da Trindade. A base escriturística para ele é: Rm 16.27; Ef 3.21; Fp 4.10; Ap 1.6. Encontramos este canto incluído nos cantos litúrgicos, na igreja oriental, já desde A.D. 530.

Gloria in Excelsis (Glórias a Deus nas alturas!) - O Glória a Deus nas alturas menciona as três pessoas. É um hino de louvor ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Um hino de louvor ao amor salvador do Deus Triuno. É uma confissão da encarnação de Cristo, de sua satisfação vicária e de sua contínua intercessão por nós. Ele fala da glória eterna de Cristo. Este canto é uma luz consoladora. Data do século quarto. Encontra-se na Constituição Apostólica (vii.47), como citado por Atanásio (em 373).

Te Deum Laudamus (A ti, ó Deus, louvamos) - Este canto é considerado o hino mais nobre da Igreja Cristã. Ele combina o louvor e a oração em estrofes de exaltação em ritmo e prosa. A base do hino é o credo e ao mesmo tempo reúne pedidos de significado universal.

A primeira referência a este canto temos no ano A.D. 500. Não se conhece ao certo o seu autor. Tudo indica que o compositor tenha sido Niceta, bispo missionário de Romesiana em Dacia (A.D. 335-444), contemporâneo de São Jerônimo e Ambrósio (+ 397).

DIA DAS MÃES - Homenagem às mães

O Departamento de Servas convidou todas as mamães da Comunidade para um momento especial. Dia 07 de Maio, às 15h, mais de 60 mulheres participaram conosco de um momento especial para as mães organizado pelo Departamento. O estudo foi dirigido pelo pastor Erni e logo após todos os presentes foram convidados a saborear um delicioso chá oferecido pelas Servas. A tarde contou também com o sorteio de vários brindes para as mamães.

Boas Novas e o Fogão à Lenha

Foi numa noite fria que nos reunimos na casa da Dona Íria em São Francisco de Paula para estudarmos a revista Boas Novas. Uma noite de louvor a Deus, estudo da palavra, calor humano e fogão à lenha, além de uma deliciosa refeição. O texto do estudo bíblico foi João 15, destacando a enfase desta passagem bíblica na importância de PERMANECERMOS EM CRISTO.

Algumas fotos da noite de estudo:


A Bíblia, a Igreja e alguns temas modernos

Para saber sobre estes temas clique no link, você será direcionado para a resposta no site de CPTN
Doutrina do Homem.
O cristão e os esportes.
O cristão e a guerra.
O que é eutanásia?

Perguntas Bíblicas e Dúvidas Espirituais


quarta-feira, 7 de maio de 2008

UMA CANÇÃO PARA AS MAMÃES

Na voz da pequena Andressa, uma canção para as mães:


VOCÊ GOSTA DE JULGAR OS OUTROS?

É para ser cômico, mas rende uma bela reflexão...

Fonte da Imagem: http://www.jasielbotelho.blogspot.com/

Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão.
Mateus 7.1-5
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